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Perda de peso e Saúde Metabólica

Perder peso não deve significar simplesmente comer menos.

O peso corporal é influenciado por múltiplos fatores: alimentação, composição corporal, atividade física, sono, comportamento alimentar, contexto de vida e saúde metabólica.

Por isso, uma abordagem eficaz não deve centrar-se apenas no número da balança.

O objetivo é trabalhar a saúde e a composição corporal de uma forma individualizada e sustentável.

Quando perder peso deixa de ser apenas uma questão de força de vontade

Talvez já tenha tentado várias dietas.

Talvez consiga perder peso durante algum tempo, mas volte a recuperá-lo.

Talvez tenha cada vez mais fome ou dificuldade em controlar a ingestão alimentar.

Ou talvez tenha alterações metabólicas que tornam necessária uma abordagem mais estruturada.

A consulta começa por perceber o que está a acontecer no seu caso.

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O que avaliamos?

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Composição corporal

Não olhamos apenas para o peso.

A massa muscular e a massa gorda são componentes fundamentais para avaliar a evolução.

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Alimentação

Analisamos quantidade, qualidade, estrutura das refeições, ingestão proteica, fibra e outros aspetos relevantes.

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Saúde metabólica

Quando adequado, consideramos parâmetros como glicemia, perfil lipídico e outros indicadores laboratoriais.

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Comportamento alimentar

Fome, saciedade, ingestão emocional, episódios de compulsão e relação com a comida podem ser relevantes para o plano.

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Estilo de Vida

Sono, stress e atividade física também fazem parte da estratégia.

Acompanhamento nutricional durante terapêutica com agonistas GLP-1

O medicamento pode fazer parte do tratamento. A nutrição continua a ser fundamental.

Os agonistas dos recetores GLP-1, utilizados no tratamento da obesidade e/ou diabetes tipo 2 de acordo com a indicação clínica, podem alterar significativamente o apetite e a ingestão alimentar.

Quando uma pessoa está a fazer este tipo de terapêutica, a intervenção nutricional deve adaptar-se à nova realidade alimentar.

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Porque é importante ter uma estratégia nutricional?

Quando o apetite diminui, pode tornar-se mais difícil atingir as necessidades nutricionais.

Por isso, durante o acompanhamento damos particular atenção a:

Proteína

Garantir uma ingestão proteica adequada às necessidades individuais e ao contexto de perda de peso.

Massa muscular

A perda de peso deve ser acompanhada através da evolução da composição corporal, e não apenas do peso.

A atividade física, particularmente o treino de força quando adequado, pode assumir um papel importante.

Fibra e saúde intestinal

A ingestão de fibra deve ser ajustada à tolerância individual e ao contexto digestivo.

Hidratação

A ingestão adequada de líquidos torna-se particularmente importante quando a ingestão alimentar global diminui ou existem sintomas gastrointestinais.

Tolerância digestiva

Náuseas, saciedade precoce, obstipação, refluxo ou outros sintomas podem ocorrer em algumas pessoas e devem ser considerados na organização da alimentação.

Adequação nutricional

Quando se come menos, torna-se ainda mais importante garantir que aquilo que se come fornece os nutrientes necessários.

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E quando chega o momento de reduzir ou suspender a terapêutica?

O acompanhamento nutricional não deve terminar quando termina o medicamento.

Este é um momento essencial que requer cuidados especiais para manter os seus resultados a longo prazo.

A mudança de estratégia deve ser articulada com o médico que acompanha o tratamento.

Do ponto de vista nutricional, podemos trabalhar antecipadamente:

  • Estrutura das refeições

  • Proteína e fibra

  • Sinais de fome e saciedade

  • Composição corporal

  • Atividade física

  • Comportamento alimentar

  • Estratégias para manter os resultados

O objetivo é construir ferramentas que possam continuar a ser utilizadas independentemente da fase do tratamento.

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